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domingo, 31 de outubro de 2010

Gostosuras ou travessuras, com um pouco de sangue.

            Todos dançavam energicamente, menos ela. Pobre garota, se soubesse o que a aguardava, iria querer pelo menos dançar mais um pouco, já que não poderia fugir.
Os olhos da garota lançavam-se para todos os lados procurando o seu acompanhante, era difícil encontrá-lo em meio aqueles corpos se remexendo para um lado e para outro, todos de máscaras e mantos negros. Não sabia ao certo quanto tempo havia perdido procurando-o, até por fim, ela o encontrou.
Seu acompanhante estava parado ao longe, escorado em um canto da parede, bebericando um ponche de cor avermelhada.  Ele não parecia estar fantasiado como o restante das pessoas na festa, vestia apenas um casaco preto por cima de uma camisa azul-marinho e uma calça jeans, também escura. 
Amanda se aproximou sorrateiramente, procurando lhe dar um susto, afinal, essa era a  graça do halloween, não era? Porém, em um único segundo em que ela desgrudou os olhos de Dave, ele sumira completamente.
Ela hesitou confusa, no local onde ele estivera parado.
— Buh! — sussurrou Dave em suas costas.
Amanda sentiu com sobressalto o sussurro gélido em sua nuca, e se virou para encarar os olhos escuros de seu acompanhante.
— Seu idiota, eu tomei um susto!
Dave abriu um sorriso malicioso, aproximando-se ainda mais de Amanda para beijar seu pescoço.
— Ué, essa não é a graça do halloween?
Amanda empalideceu, assustada com a repetição da frase que acabara de ouvir. As palavras que saíram da boca de Dave foram as que não saíram da sua, idênticas, como se ele houvesse retirado de sua cabeça, letra por letra. Como amantes podem ser tão conectados?! — Pensou.
— Você está sem sua fantasia. — reparou Amanda, ignorando a pergunta que seu amado fizera — Por quê?
— Não preciso.
— Claro que precisa! — retrucou — É uma festa de halloween, todos têm que se vestir de monstro ou coisa do tipo.
— Mais uma vez: eu não preciso. Faz tempo que não preciso.
Amanda franziu os lábios, esforçando-se para não rir. Ele realmente era um cara estranho.  Interessante, mas estranho; pensou enquanto pegava a mão de Dave, que lhe guiava para o meio do salão.
Dave parou de frente para Amanda, fitando-a com aqueles olhos azuis, seus pensamentos correram soltos para o final daquela noite, sem saber que, momentos depois, tudo o que planejara seria inútil.
— Por que não vamos a um lugar mais calmo? — sugeriu Dave sedosamente — Aqui há pessoas demais.
Amanda assentiu, sem entender o que fazia. Porque aqui havia pessoas demais? Mas sem ao menos pestanejar, ela seguiu seus passos até fora do galpão onde a festa acontecia.
Lá fora tudo era ainda mais sombrio, a paisagem fria e escura os envolvia, apesar dos enfeites de abóboras iluminadas, fantasmas e caveiras estavam por toda parte de uma forma macabra. Claro, nada se comparava ao que estava perto dela, mas já tarde, fisgada, apaixonada, sua mente e espírito não mais se davam conta outra coisa que não fosse o sentimento que nutria no fundo de seu peito quente, vivo.
— Por que viemos para fora? A festa está lá dentro.
— Comigo, a festa está em qualquer lugar.
— Convencido! Então, vai me dizer ou vai continuar fazendo um mistério sobrenatural?
Dave hesitou mordendo seus lábios. Será que ele deveria contar a verdade para ela? Mereceria a tal garota saber que estava prestes a morrer pelo seu companheiro de festas? Uma última verdade antes da morte, decidiu ele. Abriu a boca, então, para começar a falar, porém, antes que qualquer palavra saísse de sua boca, Amanda o calara com um beijo forte.
— Eu preciso dizer uma coisa — disse ela, corando.
Amanda esperou até que Dave falasse algo, mas ele continuou calado, então, como a deixa para sua fala, fechou os olhos e voltou novamente a falar.
— Eu estou apaixonada por você. Eu sei que é uma idiotice, mas é o que eu sinto — dizia ela, sem perder o fôlego — e faria qualquer coisa por você.
— Faria?
— Faria! Faço! — concluiu ela.
Dave fechou os olhos sentindo uma vertigem de pena, como um predador sentia por sua presa. Porém, é verdade que tal sentimento não era mais forte do que a sede que ele possuía. Então, no último segundo, ele resolveu facilitar as coisas: não iria dizer a Amanda o que estava prestes a acontecer, simplesmente faria, e nunca mais pensaria sobre isso. Jogaria essas funestas lembranças no poço escuro do esquecimento.
— Então — ele recomeçou a falar — Você faria qualquer coisa para me ver feliz?
— Sim, qualquer coisa!
— Perfeito.
Essa era sua deixa. Dave deu um singelo beijo nos lábios da dama, e desceu lentamente até seu pescoço, onde em alguns segundos depois, suas presas estariam cravadas. 
Dave tentou ser rápido ao tomar o sangue da pobre garota, que sentiria apenas uma pontada de dor e depois estaria morta, sem sentir dor alguma para toda a eternidade.
Demorou pouco mais de um minuto até toda a vida abandonar aquele lindo corpo. Dave não podia jogá-la em qualquer lugar como fazia com suas vítimas costumeiras, então a repousou sob uma árvore, onde parecia dormir profundamente.
— Desculpe... — sussurrou Dave para o corpo inerte — A paixão nos faz tolos, não havia aprendido? Agora é o fim, não há mais nada para ti que não as mortalhas de teus lamentos. Mas, se acaso existir aquilo que os mortais chamam de reencarnação, tome minhas palavras por ensinamento e procure um parceiro melhor.
Dave dera um bom conselho antes de deixar Amanda, era uma lástima que ninguém mais pudesse ouvi-lo, uma vez que a lição era realmente importante. O problema de se comemorar uma festa de halloween com um vampiro é que, gostosuras e travessuras, não são coisas tão diferentes para eles e todos envolvem sangue. 
Então, considerem-se avisados.


                      Gostosuras ou travessuras? :3

                                        Feliz dia das bruxas pra vocês :D

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Hipocrisia, todo mundo tem um pouco.

O que aprendemos nas escolas – em quase todas as nossas vidas de adolescente e criança- que realmente tem serventia em nossas vidas?
                Gramática? Bom, até que serve, mas são tantas regras, e tantas exceções para cada regra que esquecemos de tudo antes do fim do segundo semestre na faculdade, e por essa razão, gramática , definitivamente, está fora desta oração.
                Física? Deus! Tenho arrepios na espinha só em pensar no nome. Como somos obrigados a estudar isso? Peso é realmente a massa vezes a gravidade? Quem garante? Ah, e antes que cite algum espertalhão, quem garante que ele estava certo? Quem garante que Newton não ficou louco depois de ser atingido pela maçã que caiu em sua cabeça enquanto dormia? Sim meu amigo, porque ele dormia, não estudava!
Mas deixemos os mortos de lado agora, porque se existe matéria mais inútil, que você não irá levar nada para sua vida, ou muito menos aplica-la, é álgebra. Sim, definitivamente é inútil.
Binômios? Fatorial? Pra que infernos eu vou querer saber disso? Aposto que minha mãezinha não calculava em x – ou usava qualquer outra regra da maldita -, o tanto de colheres de trigo que ela teria que colocar no bolo de chocolate. E o pior de tudo, é que ainda existem professores que ensinam isto.
- Professor, pode me dizer a resposta novamente?
- Ah sim claro, como não. O valor deste binômio é de menos dois.
Ah, então, onde era mesmo que eu estava antes de ser interrompido por meu aluno?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ninguém entende o que eu falo.

Detesto quando não entendem o que sai da minha boca. Não estou falando em escutar, porque isso ninguém tem culpa, eu quase rosno ao invés de falar, mas sim em realmente entender, todo o sentido do que eu quero dizer, e é isso que não acontece. Tenho medo só de pensar em como pode ser meu futuro...
- Pois não senhor, em que posso ajudá-lo?
- Ah oi, eu estava procurando um presente pra minha namorada e... Você está vestido uma roupa bem linda...
- O que o senhor está dizendo?
-Ah, essa camisa... Posso vê-la mais de perto?
-Olha meu senhor, eu não sei quem o senhor pensa que é, ou com quem está falando. Mas mesmo assim, isto não lhe dá direito de vir aqui, onde eu trabalho arduamente, para vir me cantar, não! Olha, eu sou uma mulher de respeito! Eu tenho namorado, o senhor sabia disso?
- Não, eu não quis dizer isso, a senhorita me entendeu errado. Apenas acho a camisa muito linda e...
-Ah, então o senhor está me chamando de feia agora? Que só a camisa é linda?
Nessa hora a vendedora chamaria a policia, que me levaria preso por desacato a autoridade, pois o policial achara que quando quis dizer “O senhor não está entendendo o que acontece aqui” soou – do ponto de vista dele é claro – como, “você é burro”. Sem falar da acusação de atentado ao pudor, e agressão moral.
Mas fazer o quê, não dou uma dentro mesmo, talvez fosse melhor eu ficar calado. Agradeço a Deus por ainda ser menor de idade. Não posso ser preso, ainda.

domingo, 24 de outubro de 2010

Just my imagination
- The cranberries -



There was a game we used to play
We would hit the town on Friday night
And stay in bed until Sunday
We used to be so free
We were living for the love we had and
Living not for reality
(Refrao)
Just my imagination
Just my imagination
Just my imagination
It was
Just my imagination
Just my imagination
Just my imagination
It was
There was a time I used to pray
I have always kept my faith in love
It's the greatest thing from the man above
The game I used to play
I've always put my cards upon the table
Let never be said that I'd be unstable
(Refrao)
Just my imagination
Just my imagination
Just my imagination
It was
Just my imagination
Just my imagination
Just my imagination
It was
There is a game I like to play
I like to hit the town on Friday night
And stay in bed until Sunday
We'll always be this free
We will be living for the love we have
Living not for reality
It's not my imagination
It's not my imagination
It's not my imagination
It was
Not my imagination
Not my imagination
Not my imagination
It was
Not mine, not mine, not mine, not mine....








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