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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Entrevista com um Nárniano


Quando fui à Nárnia a primeira vez? Ah, bom, há algum tempo. É bem verdade que quando lá cheguei não fazia a menor ideia de onde eu estava, não sabia que era Nárnia.
O quê? Ah sim, de fato eu não sabia, não mesmo.
O que eu vi quando cheguei? Posso lhe dizer que não vi muita coisa de início. Para falar a verdade, eu lhe garanto, minha cara amiga, aqueles que não estão acostumados a países do mesmo gênero de Nárnia, assustam-se, ficam confusos, não veem eira nem beira, nem se quer sabem como chegaram lá, só sabem que estão em algum lugar diferente. Assustados, muitos fogem mesmo antes de se deleitar dos prazeres que lá habitam e vivem na escuridão: escondidos, infelizes. Pobres pessoas...
Como é lá? Bom, em Nárnia há de tudo um pouco. Poetas com suas poesias... Sim, minha cara! Existem muitas poesias em Nárnia e de Nárnia! Temos também muitas músicas e festas, a Bossa Nova, por exemplo! (Ah, sim, sim, a Bossa Nova... Amor dos desafinados. Até parece que fazem séculos que estive lá!).  Temos, também, Leões falantes, Lua distante, sem esquecer dos brinquedos espalhados no chão é claro, que muitas vezes podem causar alguns problemas, mas tudo em Nárnia é singular, é único! Há vizinhos — é assim que alguns se chamam  — que podem escutar um simples te amo que logo dançam — Ou, dependendo do estado de espírito, procuram outras formas de fazer uma festa.
Sim, eu já pensei em voltar para lá inúmeras vezes. Tantas que já me perdi nas contas, sem falar do caminho. Tentei fazer de tudo, ignorando que o velho professor disse aos grandes reis e rainhas. Nárnia acontece. Não adianta tentar um caminho, sem saber para onde ele vai primeiramente, pois se erra-lo, você poderá parar na Calormânia — talvez vocês saibam como são os calormanos para nós, gente de Nárnia. Já ouvi tantos boatos desses... como se chamam mesmo?... Ér... Ah sim! Desses Rabadash’s que gostam pisar em nárnianos! Esses, são amigos daqueles que fugiram e renderam-se às escuras. Por sorte eu nunca vi nada disso em minha frente, não sei o que faria. Mas enfim, como diz meu querido Aslan: O que passou, passou.
Como se chega em Nárnia? Bom, às vezes, não é muito simples, se você quer saber. Mas de fato é preciso muita atenção, não se pode deixar distrair muito fácil, porque com um encontrão e pronto, você já pode estar em Nárnia ou então em um dos caminhos para lá. Como posso garantir? Ora minha amiga, é esse um dos encantos — Tanto em Nárnia quanto em qualquer outro país —, não se pode ter garantia de nada. Uma hora estamos em Nárnia e outra não.  Muitas vezes o caminho fica a sua frente, quase cara a cara, e você nem se quer o olha, por estar distraído ou coisa parecida.
Sim, isso já me aconteceu, claro que já! E poderá acontecer outras vezes, embora eu espere que não, mas eu, como um mero viajante entre os dois mundos e não um nárniano propriamente dito, sempre corro este risco.
O que? Pela juba do Leão! Esqueci-me completamente de explicar que não sou um nárniano legítimo! Bom, eu sou apenas um viajante entre os dois mundos, passo um tempo em Nárnia e aqui. Logo não sou exatamente de lá, nem inteiramente do mundo normal, mas quem é coroado rei ou rainha de Nárnia, sempre serão reis ou rainhas de Nárnia, não é?
Tudo bem então, para finalizar, direi um antigo ditado em Nárnia que é assim: Deixe Nárnia com os Nárnianos, e deixem os Nárnianos com os Nárnianos. Hahahaha. Não entendeu a piada? Não? Ah, me desculpe então, meu humor não é lá daqueles muito normal.

E claro, lembre-se de serem corajosos, não se deve temer as dificuldades e perigos que podem aparecer. E, claro, fiquem atentos sempre, porque: Nárnia acontece.