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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"Karma is a bitch"

Antes de mais nada, é necessário que eu te pergunte: você acredita em karma? — Fique tranquilo, não irei tecer nenhum tipo de discurso religioso sobre isso. O fato é que eu não acreditava, até esse ano, quando a maldita me pegou. A maldita me pegou completamente de surpresa.
Para quem não sabe, Karma, é uma espécie de dívida cósmica. A grosso modo, talvez, poderíamos explicitar naquela velha frase que muitos falam: aqui se faz, aqui se paga. O pior de tudo é que realmente é verdade — incontestável, indiscutível. E se estiver um pouco mais interessado: ter karma dói, e muito.
Verdade seja dita: não sei ao certo se realmente dói ou se já estou inteiramente entregue ao meu drama de escritor romântico — quem sabe seja uma cota de ambos, que não são excludentes.
Acontece, meu caros, que passei anos — mais ou menos uns quatro, se não me falharem as contas —, colecionando um karma que se quer tinha noção que existia, ou que muito menos iria voltar para me assombrar, sem piedade ou clemência — Acredita que a maldita nos pega assim, sem nenhum aviso prévio, carta compulsória? Apenas chega fatídico momento do pagamento: alto, por sinal.
Se você rouba, com certeza será roubado logo em breve. Se você machuca um coração, prepara-se sabendo que um dia, talvez não demore tanto, seu coração será aquele que ficará em frangalhos. Sem perdão ou remissão — Tudo na mesma e azeda moeda.
Então, cuidado, você pode ser o próximo a ser cobrado por ela. Um aviso: não adianta se esconder, porque ela te acha. Gritar para o céu, perguntando por que está acontecendo isso com você, nem se dê ao trabalho, pois ele não irá te responder, muito menos aliviá-lo das contas — não que eu tenha feito isso algum dia. Aqui se faz, aqui se paga. O pior, é que ela vem tão sorrateiramente, feito uma cobra, que você nem percebe. Mas quando você perceber... Bom, sinto que você verá o que eu estou dizendo, e na prática.

Qual seria a graça se eu contasse tudo?


                                                                               Yeah my friend, Karma is a Fuckin bitch. u.u

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

...

- Você não vai conseguir escapar de mim!
Minha voz bradou pelo corredor inteiro. Por mais que quisesse ser mais rápido, não consegui chegar antes que ela batesse a porta. O meu desejo fazia lembrar de como ela quente em meus abraços, de como doce eram aqueles lábios...
- O que ia dizendo? – sua voz doce sussurrou do outro lado da porta – O que eu não ia fazer?
Mordi os lábios com força. Sua voz era linda, e nunca cansava de escutá-la, ou até mesmo pensar nisso. Queria derrubar essa porta, não ligava o quanto tempo iria durar, ou quais seriam as conseqüências depois, só queria estar junto dela; sentir seu calor mais uma vez, ouvir os barulhos do seu coração enquanto me sussurrava outras coisas.
Bati com força na porta, não com raiva, mas animado com aquela brincadeira de gato e rato.
- Abre, vai, não seja má comigo.
- Eu? Má?
- Sim! Você me chama de mau, mas é tão má quanto eu!... Cruela!
Ela sorriu, mesmo do outro lado eu pude escutar o barulho que ela fazia quando sorria. Na minha mente, a imagem de sua face repassava sem dar uma única trégua, aumentando cada vez mais minha vontade estar com ela.
- Não me chame de Cruela!
- Chamo! E vou continuar chamando, até você resolver abrir esta porta.
- Não irei abrir, se quiser entrar, vai ter que derrubá-la!
Dessa vez foi minha hora de sorrir. Por alguma razão, eu sabia que ela estava convicta no que dizia. Mas se era assim, eu iria derrubá-la! Derrubaria a casa inteira, o mundo inteiro, só para me aconchegar entre seus braços mais uma vez.
Passei os dedos pela porta, sentindo a madeira fria sob eles; ela parecia tão singela, que uma única investida a derrubaria, quebrando em mil pedaços. Porém, compreendia que estava enganado. Eu principalmente conseguia entender o quanto forte era aquela porta entre nós.
Mas lembrando da minha promessa, não importava o quanto fosse forte, eu iria continuar tentando.
Peguei um pequeno impulso, e me choquei contra a porta. Não havia conseguido nada, a não ser pequenos risos do outro lado dela.
- Abre, por favor.
Sussurrei, colocando minha mão mais uma vez sobre a porta. Sabia que estava parecendo um cachorrinho pidão, mas naquele momento, era exatamente o que era. Eu pedia por ela, mais que qualquer coisa.
- Nada de moleza Ed! – seu tom encorajador me deu vertigem suficiente para continuar – Porque eu não irei abrir.
- Pois se é assim, lá vou eu novamente.
Como da outra vez, dei mais alguns passos para trás, e me joguei contra a porta novamente. Mas antes que conseguisse tocá-la, ela abriu, fazendo com que eu passasse direto para dentro dela.
Caí no chão do banheiro, estava frio e molhado lá dentro, no entanto, não me importava com aquilo, e com mais nada.
Ela abriu um lindo sorriso enquanto laçava-me com seus braços, aninhando-se ao meu peito.
O calor do seu corpo era maravilhoso, seu cheiro era sem dúvida o melhor que eu já sentira. De perto, eu degustava cada cor daqueles olhos intensos, que me envolviam mais do que seus próprios braços.
- Desculpa, se machucou?
- Não mais do que o necessário. – nós sussurrávamos um para o outro, não com medo de que alguém pudesse-nos escutar, e sim porque esta era uma boa forma de aproveitar o todo momento – Eu disse que conseguiria entrar.
Seus dedos entrelaçaram em meus cabelos, e começaram a puxá-los de leve para trás.
- Você conseguiu entrar é? Ou eu que abri?
- A ordem dos fatores não altera no resultado do produto. Eu entrei.
Ela abriu ainda mais seu sorriso, inclinando sua cabeça o mais perto que podia da minha. Seus lábios ficaram a poucos – e ao mesmo tempo enormes – centímetros de distância dos meus.
- E por isso, eu tenho dois presentes para você. Duas recompensas.
Ela me beijou, ainda com as mãos presos em meus cabelos. Eu não queria parar nunca de fazer aquilo, no entanto ela me parou, puxando-me para trás. Tentei resistir, inclinando minha cabeça o máximo que podia, porém ela puxou mais forte ainda.
- Falta um.
Depois de sussurrar, ela pulou do meu colo, e começou a correr novamente para o corredor, e assim novamente, começamos nossa corrida. 




Nota; Foto foi dada pela Priscila  kkkk , valew de novo :P

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Complete

Completo.
Tudo o que é completo, é por si só, tão bom. A lua é mais linda quando está completa; o dinheiro é melhor gasto quando se é completo; o sentimento é muito mais aproveitado quando se é completo. Mas sabe de uma coisa? O incompleto também tem seus encantos, pois assim você luta para consegui-lo completar. Então lute, ame, sinta. Complete :D

                                                                                     -Somnium quo Leo :3-
                                                                                                                                             F.J. Júnior

terça-feira, 14 de setembro de 2010

The Violet Hour

   The violet hour.

Your lips are nettles
Your tongue is wine
You're left as liquid
But your body's pine
You love all sailors
But hate the beach
You say "Come touch me"
But you're always out of reach
In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour
Your arms are lovely
Yellow and rose
Your back's a meadow
Covered in snow
Your thighs are thistles
And hot-house grapes
You breathe your sweet breath
And have me wait
In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour
I turn the lights out
I clean the sheets
You change the station
Turn up the heat
And now you're sitting
Upon your chair
You've got me tangled up
Inside a beautiful black hair
In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour
In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour
In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour
In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour



                                                                    Sea Wolf.



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Rotina X Destino

Nota: O conto que eu vou colocar, ela é um pouco antiga, tem uns dois anos que eu a fiz, mas agora, eu resgatei pra colocar aqui. Então é isso :D


Rotina x Destino

Minha vida andava muito monótona ultimamente. Minha rotina eu conseguia fazer até dormindo.
Entretanto, algo estava prestes a mudar, e não fazia a menor idéia de como.
Como todos os dias, minha mãe me acordava dez horas da manhã, eu ficava um pouco no computador e depois tomava banho, almoçava e ia para a escola.
Você já percebeu que sempre tem aqueles alunos chatos, que só vão pra aula pra bagunçar?! Bom, eu tenho um amigo que nem pro colégio vai.
“Cadê o Lucas?” Sempre perguntava isso quando chegava à sala de aula e, como sempre, a resposta era a mesma: ”Faltou!”. Sinceramente, eu nem sei mais porque que eu ainda perguntava.
Os preparativos para a maratona de história começaram, e eu tinha a difícil tarefa de encaixar o Lucas na equipe dos “CDF’s”, - assim que ele nos referia- e agora, conseqüentemente, ele seria um de “nós”.
Eu mexi uns pauzinhos ali e outros aqui, falei com um e com outro, até que finalmente eu consegui. A única coisa que havia de fazer era entregar suas falas, rezar para que decorasse a tempo, e avisar das reuniões do grupo, mas como faria isso? Ele nunca ia para a aula, entregar-lhe  seria a tarefa mais difícil, até mais que o seminário!
 Foi aí –entre minhas preocupações - que a idéia brotou na minha cabeça: ia  em sua casa mais tarde, assim que a aula acabasse, arrumaria meus livros, e iria até ele.
Sempre saio do colégio cinco e quarenta e costumo chegar em casa umas cinco e cinquenta, mas não naquele dia. Chegaria mais tarde, nada de rotineiro.
Eu saí em direção à casa do Lucas, excitado em quebrar minha rotina, não conseguia pensar em nada, só que, de repente, pensei em uma coisa: “Onde é a casa do Lucas?!”
Fiquei apavorado quando lembrei que não sabia onde ele morava. Eu só fui lá uma vez e sou muito ruim de memória, por isso não poderia lembrar o caminho para a casa dele. A idéia de voltar relampejou em minha mente, porém estava muito longe para simplesmente voltar, e para completar o ato, o céu já estava escurecendo, uma nuvem de chuva começava a se formar. Nisso, só consegui pensar em uma coisa.
- Pronto, agora ferrou!
Corri o máximo que pude, quase fui atropelado, mas tudo isso foi em vão. Logo começou a chover e me abriguei embaixo de uma árvore.
Chovia muito forte, eu estava embaixo de uma árvore e em frente a uma casa que nem sabia de quem era. Mas graças aos céus não demorou muito até que escutei um rangido estridente de portão abrindo. Só poderia ter escutado errado, pois quem saiu parecia mais um anjo.
 - Oi Gustavo!
Era a Isabella, que estudava na minha sala, eu tinha um “rolo” com ela, mas depois tudo acabou, e não demorou muito ela começou um namoro com um Zé doidinho que morava em sua rua.
“Não quer entrar?” ela perguntou. É lógico que eu queria entrar, mas tinha um pouco de orgulho. Houve um silêncio, até que ela fez outra pergunta.  
- Então estar aqui fora é  melhor do que entrar?
 A chuva forte não era o único motivo que me fazia querer entrar, então eu finalmente cedi.
Entrei e, chegando lá dentro, me sentei no sofá. Ela perguntou se eu estava com fome. Balancei a cabeça negativamente e Isabella sentou ao meu lado. Começamos a conversar coisas de sempre - Como é que você está?- Essas coisas. A chuva lá fora ainda não tinha parado, nós estávamos a sós, não tinha como não tocar no assunto.
-Porque você terminou comigo? - Perguntei meio que fazendo uma cara de cachorro quando quebra prato, mas meu tom de voz era irritado, percebia que franzia os lábios contra os dentes.
Ela ficou em silêncio e eu levantei com raiva, mas ela me pegou pelo braço. Olhei em seus olhos, estavam úmidos. Não acreditava que fosse falsa, então sentei ao lado dela e voltamos a conversar mais uma vez.
Ela começou a falar que não queria ter feito isso, que estava arrependida. Não tinha como aguentar, então a beijei. Peguei-a meio que de surpresa, mas ela não me mandou parar, então continuei a beijá-la.
 A chuva parou, entretanto não queria voltar para casa, fiquei ainda um pouco onde estava.
Olhei para o relógio e vi que já eram sete e meia. O tempo passara bem rápido, sem que nós sequer percebêssemos. Tinha que ir.
         Despedimos-nos e saí para a rua. Foi fácil encontrar o caminho de volta. Bem mais fácil que enfrentar minha mãe depois.
Quando cheguei, ela já estava me esperando no portão, furiosa. Chamou minha atenção, mas estava tudo bem! Eu tinha quebrado minha rotina e estava feliz com isso. E quer saber, estava pensando em colocar mais pessoas na minha equipe amanhã.

domingo, 12 de setembro de 2010

O pioneiro.

O Pioneiro

            Nunca pensei bem sobre o que eu encontraria naquele armário velho, que no tempo de minha mocidade me servia como refúgio. Ali eu guardava tudo com que os olhos alheios pudessem me julgar. Todos os meus sentimentos, os quais em uma boa parte do tempo estiveram  guardados em um único caderno, já velho e gasto pelo tempo.
            O Pioneiro era mais o que ele parecia. Todas as minhas aventuras – amorosas ou não – estavam guardadas ali, e a cada experiência importante eu escrevia um poema. Peguei-o com as mãos um pouco trêmulas devido a idade, e também alterado por uma antiga felicidade que agora inundara meu corpo completamente. Abri meu caderno na primeira folha, e vi uma data que me chamou atenção.
            17 de março de 1947. Eu sabia que poderia ter mal de Parkinson, mas não Alzheimer, me lembrava de cada detalhe daquele dia.
            Era o baile do colégio, ela estava lá, linda como sempre - meu coração bate mais forte até hoje quando me lembro dela.
            De todos os rapazes que a convidaram, nenhum ela havia aceitado, mas mesmo assim continuava lá. Descrente, nervoso e meio desajeitado, fui falar com ela. E depois de algum tempo de conversa  – eu não sabia ao certo quanto, o tempo passava muito rápido quando eu estava com ela – minha tensão sumira quase por completo, então a convidei para dançar. Foi uma grande surpresa ouvir um sim daqueles lindos lábios. Meu corpo tremia por dentro, mas tinha que me manter firme, e apesar de tudo, com uma manobra ousada e de sucesso, eu a beijei.
            Sabia que não podia fazer aquilo, pelo menos não enquanto estivéssemos nos domínios do colégio. Fui punido pela direção antes que terminasse o baile, mas não importava, eu tinha estado com ela, tive meu primeiro beijo, minha primeira aventura...
            O meu primeiro poema.
Aeew! ><
Apresentações rápidas.
Meu nome é F. J. Júnior, e eu vou colocar algumas coisas aqui - Pensamentos, contos, crônicas - tudo que tiver coragem de colocar :P
É meio esquisito, mas mesmo assim, eu vou tentar me dedicar a esse Blog.
Antes de postar tbm, queria agradecer a Priscila, não que eu goste dela, mas sem o apoio dela, eu acho q não teria coragem de colocar aqui :P -Q

Então, obrigado.
 =D
                                                            - Somnium quo Leo -
                                                                    Sonho de leão...