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domingo, 23 de janeiro de 2011

Os soldados

Nota: Peço desculpas se o conto não ficou bom, >< A mudança de gênero foi muito grande, acho que fiquei um pouco espirado por Nárnia e outras estórias para fazer isso, mesmo que não tenha magia nenhuma nele.
Mas é isso ><, espero que gostem. :D

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No imaculado silêncio de uma grande batalha, três soldados se viam sozinhos, sem destino, sem planos ou qualquer esperança de continuar a lutar, mesmo que todos eles ainda estivessem com suas armas em punho.
- O que vamos fazer? – perguntava um deles – Não podemos continuar, seria loucura!
- E você quer bancar o covarde? Desistir de tudo agora?
O pequeno soldado se calou, todo seu corpo tremia pela incerteza. Não que ele fosse fraco – longe disso –, porém nunca estivera pronto para nenhuma batalha, fosse ela fácil ou difícil. Mas agora era diferente, ele estava ali, de frente a uma grande luta sem qualquer maneira de vencer.
- Não seja maldoso com ele D., você sabe que ele não deveria estar aqui.
- Nem nós! É uma batalha inútil, você não ouviu todos os avisos? O nosso Rei só pode estar ficando maluco! Maluco!
Os três se calaram vendo as tropas inimigas se aproximarem. Todos eles, por mais que reclamassem, sabiam do porque de estar ali. O motivo de lutarem com suas espadas – que antes eram tão mais afiadas e mais longas quanto agora – , de todas as noites que não dormiram em campo de batalha. Conheciam bem o Rei como eles mesmo, e o compreendiam por tudo.
- Por que estamos temendo? – disse Z – Olhem onde estamos agora. Olhem nossas vitórias. Enfrentamos todos aqueles batalhões, os alemães e seus canhões ( e como foram difíceis essas lutas), mas nossa espada prevaleceu, as cores do reino erguida em nossa bandeira majestosa para que todos pudessem ver ! E mesmo estando aqui, vocês entendem porque ainda lutamos, representando o Rei.  Você querido H, mais do que nós dois juntos.
- Isso você tem razão, mas, mas... Não podemos voltar não é?
O soldado chefe Z balançou a cabeça. Novamente os três voltaram a fitar o horizonte, e agora, tudo começava a ficar escuro. O som da marcha inimiga podia ser escutada retumbando ao longe, era grande, de colocar ainda mais medo em pobres coitados normais, contudo, agora eles não temiam mais, porque esse era um daqueles raros momentos  em que a coragem triunfava intensa e calorosamente sobre nossos corpos, mesmo que tal sentimento seja totalmente influenciado pela tolice. Sim, de uma certa fora – ou na maioria deles – eles eram tolos, mas isso não era o suficiente para pará-los.
- E qual é o plano desse vez, ó grande estrategista?
 - Não possuo nenhum. – respondeu mansamente Z. – Nenhum a não ser lutar até que o fio de minha espada não corte, meus dentes fiquem cegos, minhas unhas fracas e meu corpo sem calor. Nenhum a não ser ficar na história, para que todos possam ver que tentamos até o ultimo momento de nossas bravias vidas.
- Sempre disse que ainda iria largar a lógica um dia... E então, o que estamos esperando?
Os três inspiraram fortemente. E acochando ainda mais as armas em suas mãos.
- Aproveitem a vista pelo caminho, pode ser a ultima que veremos...
E assim partiram os três – como se fossem um – contra o desconhecido, esperando que suas armas fossem o bastante para trazer a vitória que tanto desejavam. 


domingo, 16 de janeiro de 2011

The violet Hour :P

Nós estávamos debaixo do céu escuro da noite, ela abraçada comigo, juntos contemplávamos a beleza a nossa volta, e eu a contemplava mais do que tudo.
- Que estranho, uma noite tão bela, e não tem uma lua. - Disse ela com a cabeça em meus ombros.
- Não, mas há estrela, a mais linda delas, não está vendo?
Ela parou, dando um lindo sorriso para mim.
- Eu te amo.
Eu fitava aqueles olhos verdes, desejando poder mergulhar neles, para saber de uma vez por todas o que se passava em sua mente.  Sentia sua respiração quente em minha nuca, seu corpo caloroso junto ao meu... Ah, como eu queria, agora, mais do que todas as estrelas no céu, mais até do que a lua brilhante. Ela, e ela mais outras vezes.
Lentamente desci até seus lábios, dando um beijo, tentando acabar com todas as saudades que possuía, só para sobrar mais espaço para o desejo.
E sem que nós percebêssemos, a escuridão da noite ia mudando de cor, o violeta ia tomando de conta de tudo o que era escuro, enquanto inúmeras flores desabrochavam ao nosso redor, e a partir de nós.
- Ah, Eu quem te amo, sabia? – eu dizia entre o calor de um beijo e outro – Muito.
- Eu te amo mais, bem mais... Muito, demais, muito e demais.
E assim nossos beijos iam nos aquecendo, os sussurros arrepiando, a poesia enriquecendo, e os segundos cegando.
Eu tinha tanta coisa para lhe dizer, mas nenhuma vontade de afastar minha boca de onde estava, não queria chegar mais longe com medo de perder seu cheiro, mesmo que voltasse a senti-lo de novo, eu desejava aproveitar cada segundo perto dela.  
E as horas violetas iam passando, sem se perder, ou chegar ao fim, só para nos dar mais tempo, mais beijos, mais sonhos, mais cores violetas e suas flores, mais um do outro, que era o que eu queríamos, e se tratando de mim, ainda mais do que podia. Porque eu a amava, e isso era bastante para render mais das mesmas horas sobre nossas cabeças...