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domingo, 26 de dezembro de 2010

Sinceras Desculpas

Iaeew pessoal, eu queria pedir desculpas pela enorme demora sem postar aqui, mas a verdade é que, não consigo escrever nada... E queria pedir desculpas paras pouquíssimas pessoas que ainda leem alguma coisa daqui ><
Maas enfim, hoje, uma já grande amiga, fez uma poesia para mim :P E baseado no que eu escrevi ><
xD
Então, aí em baixo: Complete - Versão Zelly *-*.

Tudo o que é completo, é por si só, tão bom.A lua é linda sim, mas lua linda, brilha sobre o meu jardim...Raios de lua que caem sobre mim! Dinheiro, posso viver sem ele, mas ele não vive sem mim...Com o dinheiro compro diamantes, amantes e sonhos sem fim. A única coisa que o dinheiro não compra, é o que sentes por mim!
O sentimento que se pode aproveitar é o sentimento de quem se pode amar. Se eu te amo e tu me amas, a vida vamos levar, passem séculos ou os vindouros, te amar é meu tesouro...Não vendo, não troco, não dôo, meu amor por ti é ouro...
Incompleto tem encanto sim, se sou tua metade, vc é metade de mim...De metade em metade, eu te formo em meu jardim. Te formo sombra, te espanto dúvida, te esculpo corpo, te penetro em outro...Se te completo, é meu ser mais predileto!!!
Se te completo, é meu ser mais predileto!!!
Zelly Gomes Oliveira da Silva

sábado, 13 de novembro de 2010

Janta



Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade
Eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade
Paper clipS and crayons in my bed
Everybody thinks that I'm sad
I'll take a ride in melodies and bees and birds
Will hear my words
Will be both us and you and them together.
'Cause I can forget about myself
Trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
And please my day
I let you stay with me if you surrender
Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
(I can forget about myself
Trying to be everybody else)
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
(I feel all right that we can go away)
Pode ser a eternidade má
(And please my day)
Eu ando sempre pra sentir vontade.
(I'll let you stay with me if you surrender)

Mallu Magalhães e Marcelo Camelo

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

...

— Você está feliz agora?
Se eu estava feliz? Eu a tinha em meus braços; quente, macia. Então claro que sim, eu estava mais que em júbilo.
Afaguei seus cabelos dourados sob meu queixo. Apesar de estar delirando, eu não ousava dizer nada, talvez nem quisesse, pois assim estava bom, e definitivamente, era assim que tinha que estar.
— Fale alguma coisa! – ela não se aguentou de tão nervosa e pisou de leve em meu pé.
— Ai! Mas eu estou falando! E estou falando uma coisa que nem se quer preciso falar.
Ela apertou ainda mais seu abraço, afundando seu rosto em meu ombro. Sua respiração, a cada segundo que passava, ficava descoordenada, até começar a dar pequenos soluços.
— Ei, você está chorando? — perguntei confuso — Está chorando mesmo? Por que o choro?
Sem responder de primeira, desatou a soluçar. Isso me deixava nervoso, e até com medo, será que ela havia desistido?
Repeti a pergunta, dessa vez, mais mansamente, aninhando-a em meu peito. Seus soluços iam se acalmando, até quase não haver soluço algum.
— Mas e se descobrirem? E se não der certo? — ela disse com uma linda voz chorosa — Sabe, nós.
Eu não acreditava no que ela estava dizendo, depois de tudo, de todos os meses, e agora ela se arrependia?
— Está arrependida? — não pude conter a ânsia de resposta, precisava perguntar, arrancar de vez a erva daninha que instalara-se em meu peito. Estaria ela arrependida, afinal?
— Não, não é isso! — balançou, ela, a cabeça furtivamente sem retirá-la do meu umbro — Eu só tenho medo.
Medo? Apesar de tudo, sua resposta me trouxe um pouco de calma. Ela não estava arrependida, só tinha medo, o que era bem típico dela.
— E se o mundo acabar daqui a cinco minutos? E se et’s de verdade invadirem a terra e a levarem de mim? Sim, et’s de verdade. Ou se eu for gay? E se, e se... Chega disso. Não podemos viver as angústias de um futuro que não existe!
Ela finalmente sorriu, apesar de sua cara ainda estar enterrada no meu ombro. Era bom ver que ela não estava chorando mais.
— Mas é sério, S. — concluía aveludadamente  — Estamos juntos, e isso é o que importa. Os outros? Danem-se eles! Eu te amo, droga! E você também... Certo? — ela assentiu nervosamente — Então, vamos aproveitar o presente, tipo...
Parei de falar de proposito como sempre fazia. Ela finalmente retirou sua cara — agora bem mais avermelhada devido ao choro pretérito — do meu ombro molhado, para me fitar com aqueles olhos leitosos.
— Tipo o que? — ela me deu um pequeno beliscão quando viu que eu não iria continuar.
— Tipo isso, sua boba.
Minhas palavras saíram enquanto eu a pegava pela cintura, minha boca procurava por aquele beijo apaixonado que só ela tinha.

Não ligava para nada mais, pois as únicas coisas que importavam eram eu e ela, nós. E em meio disso, tudo virava resto.

- Somnium Quo Leo -

domingo, 31 de outubro de 2010

Gostosuras ou travessuras, com um pouco de sangue.

            Todos dançavam energicamente, menos ela. Pobre garota, se soubesse o que a aguardava, iria querer pelo menos dançar mais um pouco, já que não poderia fugir.
Os olhos da garota lançavam-se para todos os lados procurando o seu acompanhante, era difícil encontrá-lo em meio aqueles corpos se remexendo para um lado e para outro, todos de máscaras e mantos negros. Não sabia ao certo quanto tempo havia perdido procurando-o, até por fim, ela o encontrou.
Seu acompanhante estava parado ao longe, escorado em um canto da parede, bebericando um ponche de cor avermelhada.  Ele não parecia estar fantasiado como o restante das pessoas na festa, vestia apenas um casaco preto por cima de uma camisa azul-marinho e uma calça jeans, também escura. 
Amanda se aproximou sorrateiramente, procurando lhe dar um susto, afinal, essa era a  graça do halloween, não era? Porém, em um único segundo em que ela desgrudou os olhos de Dave, ele sumira completamente.
Ela hesitou confusa, no local onde ele estivera parado.
— Buh! — sussurrou Dave em suas costas.
Amanda sentiu com sobressalto o sussurro gélido em sua nuca, e se virou para encarar os olhos escuros de seu acompanhante.
— Seu idiota, eu tomei um susto!
Dave abriu um sorriso malicioso, aproximando-se ainda mais de Amanda para beijar seu pescoço.
— Ué, essa não é a graça do halloween?
Amanda empalideceu, assustada com a repetição da frase que acabara de ouvir. As palavras que saíram da boca de Dave foram as que não saíram da sua, idênticas, como se ele houvesse retirado de sua cabeça, letra por letra. Como amantes podem ser tão conectados?! — Pensou.
— Você está sem sua fantasia. — reparou Amanda, ignorando a pergunta que seu amado fizera — Por quê?
— Não preciso.
— Claro que precisa! — retrucou — É uma festa de halloween, todos têm que se vestir de monstro ou coisa do tipo.
— Mais uma vez: eu não preciso. Faz tempo que não preciso.
Amanda franziu os lábios, esforçando-se para não rir. Ele realmente era um cara estranho.  Interessante, mas estranho; pensou enquanto pegava a mão de Dave, que lhe guiava para o meio do salão.
Dave parou de frente para Amanda, fitando-a com aqueles olhos azuis, seus pensamentos correram soltos para o final daquela noite, sem saber que, momentos depois, tudo o que planejara seria inútil.
— Por que não vamos a um lugar mais calmo? — sugeriu Dave sedosamente — Aqui há pessoas demais.
Amanda assentiu, sem entender o que fazia. Porque aqui havia pessoas demais? Mas sem ao menos pestanejar, ela seguiu seus passos até fora do galpão onde a festa acontecia.
Lá fora tudo era ainda mais sombrio, a paisagem fria e escura os envolvia, apesar dos enfeites de abóboras iluminadas, fantasmas e caveiras estavam por toda parte de uma forma macabra. Claro, nada se comparava ao que estava perto dela, mas já tarde, fisgada, apaixonada, sua mente e espírito não mais se davam conta outra coisa que não fosse o sentimento que nutria no fundo de seu peito quente, vivo.
— Por que viemos para fora? A festa está lá dentro.
— Comigo, a festa está em qualquer lugar.
— Convencido! Então, vai me dizer ou vai continuar fazendo um mistério sobrenatural?
Dave hesitou mordendo seus lábios. Será que ele deveria contar a verdade para ela? Mereceria a tal garota saber que estava prestes a morrer pelo seu companheiro de festas? Uma última verdade antes da morte, decidiu ele. Abriu a boca, então, para começar a falar, porém, antes que qualquer palavra saísse de sua boca, Amanda o calara com um beijo forte.
— Eu preciso dizer uma coisa — disse ela, corando.
Amanda esperou até que Dave falasse algo, mas ele continuou calado, então, como a deixa para sua fala, fechou os olhos e voltou novamente a falar.
— Eu estou apaixonada por você. Eu sei que é uma idiotice, mas é o que eu sinto — dizia ela, sem perder o fôlego — e faria qualquer coisa por você.
— Faria?
— Faria! Faço! — concluiu ela.
Dave fechou os olhos sentindo uma vertigem de pena, como um predador sentia por sua presa. Porém, é verdade que tal sentimento não era mais forte do que a sede que ele possuía. Então, no último segundo, ele resolveu facilitar as coisas: não iria dizer a Amanda o que estava prestes a acontecer, simplesmente faria, e nunca mais pensaria sobre isso. Jogaria essas funestas lembranças no poço escuro do esquecimento.
— Então — ele recomeçou a falar — Você faria qualquer coisa para me ver feliz?
— Sim, qualquer coisa!
— Perfeito.
Essa era sua deixa. Dave deu um singelo beijo nos lábios da dama, e desceu lentamente até seu pescoço, onde em alguns segundos depois, suas presas estariam cravadas. 
Dave tentou ser rápido ao tomar o sangue da pobre garota, que sentiria apenas uma pontada de dor e depois estaria morta, sem sentir dor alguma para toda a eternidade.
Demorou pouco mais de um minuto até toda a vida abandonar aquele lindo corpo. Dave não podia jogá-la em qualquer lugar como fazia com suas vítimas costumeiras, então a repousou sob uma árvore, onde parecia dormir profundamente.
— Desculpe... — sussurrou Dave para o corpo inerte — A paixão nos faz tolos, não havia aprendido? Agora é o fim, não há mais nada para ti que não as mortalhas de teus lamentos. Mas, se acaso existir aquilo que os mortais chamam de reencarnação, tome minhas palavras por ensinamento e procure um parceiro melhor.
Dave dera um bom conselho antes de deixar Amanda, era uma lástima que ninguém mais pudesse ouvi-lo, uma vez que a lição era realmente importante. O problema de se comemorar uma festa de halloween com um vampiro é que, gostosuras e travessuras, não são coisas tão diferentes para eles e todos envolvem sangue. 
Então, considerem-se avisados.


                      Gostosuras ou travessuras? :3

                                        Feliz dia das bruxas pra vocês :D

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Hipocrisia, todo mundo tem um pouco.

O que aprendemos nas escolas – em quase todas as nossas vidas de adolescente e criança- que realmente tem serventia em nossas vidas?
                Gramática? Bom, até que serve, mas são tantas regras, e tantas exceções para cada regra que esquecemos de tudo antes do fim do segundo semestre na faculdade, e por essa razão, gramática , definitivamente, está fora desta oração.
                Física? Deus! Tenho arrepios na espinha só em pensar no nome. Como somos obrigados a estudar isso? Peso é realmente a massa vezes a gravidade? Quem garante? Ah, e antes que cite algum espertalhão, quem garante que ele estava certo? Quem garante que Newton não ficou louco depois de ser atingido pela maçã que caiu em sua cabeça enquanto dormia? Sim meu amigo, porque ele dormia, não estudava!
Mas deixemos os mortos de lado agora, porque se existe matéria mais inútil, que você não irá levar nada para sua vida, ou muito menos aplica-la, é álgebra. Sim, definitivamente é inútil.
Binômios? Fatorial? Pra que infernos eu vou querer saber disso? Aposto que minha mãezinha não calculava em x – ou usava qualquer outra regra da maldita -, o tanto de colheres de trigo que ela teria que colocar no bolo de chocolate. E o pior de tudo, é que ainda existem professores que ensinam isto.
- Professor, pode me dizer a resposta novamente?
- Ah sim claro, como não. O valor deste binômio é de menos dois.
Ah, então, onde era mesmo que eu estava antes de ser interrompido por meu aluno?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ninguém entende o que eu falo.

Detesto quando não entendem o que sai da minha boca. Não estou falando em escutar, porque isso ninguém tem culpa, eu quase rosno ao invés de falar, mas sim em realmente entender, todo o sentido do que eu quero dizer, e é isso que não acontece. Tenho medo só de pensar em como pode ser meu futuro...
- Pois não senhor, em que posso ajudá-lo?
- Ah oi, eu estava procurando um presente pra minha namorada e... Você está vestido uma roupa bem linda...
- O que o senhor está dizendo?
-Ah, essa camisa... Posso vê-la mais de perto?
-Olha meu senhor, eu não sei quem o senhor pensa que é, ou com quem está falando. Mas mesmo assim, isto não lhe dá direito de vir aqui, onde eu trabalho arduamente, para vir me cantar, não! Olha, eu sou uma mulher de respeito! Eu tenho namorado, o senhor sabia disso?
- Não, eu não quis dizer isso, a senhorita me entendeu errado. Apenas acho a camisa muito linda e...
-Ah, então o senhor está me chamando de feia agora? Que só a camisa é linda?
Nessa hora a vendedora chamaria a policia, que me levaria preso por desacato a autoridade, pois o policial achara que quando quis dizer “O senhor não está entendendo o que acontece aqui” soou – do ponto de vista dele é claro – como, “você é burro”. Sem falar da acusação de atentado ao pudor, e agressão moral.
Mas fazer o quê, não dou uma dentro mesmo, talvez fosse melhor eu ficar calado. Agradeço a Deus por ainda ser menor de idade. Não posso ser preso, ainda.

domingo, 24 de outubro de 2010

Just my imagination
- The cranberries -



There was a game we used to play
We would hit the town on Friday night
And stay in bed until Sunday
We used to be so free
We were living for the love we had and
Living not for reality
(Refrao)
Just my imagination
Just my imagination
Just my imagination
It was
Just my imagination
Just my imagination
Just my imagination
It was
There was a time I used to pray
I have always kept my faith in love
It's the greatest thing from the man above
The game I used to play
I've always put my cards upon the table
Let never be said that I'd be unstable
(Refrao)
Just my imagination
Just my imagination
Just my imagination
It was
Just my imagination
Just my imagination
Just my imagination
It was
There is a game I like to play
I like to hit the town on Friday night
And stay in bed until Sunday
We'll always be this free
We will be living for the love we have
Living not for reality
It's not my imagination
It's not my imagination
It's not my imagination
It was
Not my imagination
Not my imagination
Not my imagination
It was
Not mine, not mine, not mine, not mine....








Free MP3 Downloads at MP3-Codes.com

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"Karma is a bitch"

Antes de mais nada, é necessário que eu te pergunte: você acredita em karma? — Fique tranquilo, não irei tecer nenhum tipo de discurso religioso sobre isso. O fato é que eu não acreditava, até esse ano, quando a maldita me pegou. A maldita me pegou completamente de surpresa.
Para quem não sabe, Karma, é uma espécie de dívida cósmica. A grosso modo, talvez, poderíamos explicitar naquela velha frase que muitos falam: aqui se faz, aqui se paga. O pior de tudo é que realmente é verdade — incontestável, indiscutível. E se estiver um pouco mais interessado: ter karma dói, e muito.
Verdade seja dita: não sei ao certo se realmente dói ou se já estou inteiramente entregue ao meu drama de escritor romântico — quem sabe seja uma cota de ambos, que não são excludentes.
Acontece, meu caros, que passei anos — mais ou menos uns quatro, se não me falharem as contas —, colecionando um karma que se quer tinha noção que existia, ou que muito menos iria voltar para me assombrar, sem piedade ou clemência — Acredita que a maldita nos pega assim, sem nenhum aviso prévio, carta compulsória? Apenas chega fatídico momento do pagamento: alto, por sinal.
Se você rouba, com certeza será roubado logo em breve. Se você machuca um coração, prepara-se sabendo que um dia, talvez não demore tanto, seu coração será aquele que ficará em frangalhos. Sem perdão ou remissão — Tudo na mesma e azeda moeda.
Então, cuidado, você pode ser o próximo a ser cobrado por ela. Um aviso: não adianta se esconder, porque ela te acha. Gritar para o céu, perguntando por que está acontecendo isso com você, nem se dê ao trabalho, pois ele não irá te responder, muito menos aliviá-lo das contas — não que eu tenha feito isso algum dia. Aqui se faz, aqui se paga. O pior, é que ela vem tão sorrateiramente, feito uma cobra, que você nem percebe. Mas quando você perceber... Bom, sinto que você verá o que eu estou dizendo, e na prática.

Qual seria a graça se eu contasse tudo?


                                                                               Yeah my friend, Karma is a Fuckin bitch. u.u

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

...

- Você não vai conseguir escapar de mim!
Minha voz bradou pelo corredor inteiro. Por mais que quisesse ser mais rápido, não consegui chegar antes que ela batesse a porta. O meu desejo fazia lembrar de como ela quente em meus abraços, de como doce eram aqueles lábios...
- O que ia dizendo? – sua voz doce sussurrou do outro lado da porta – O que eu não ia fazer?
Mordi os lábios com força. Sua voz era linda, e nunca cansava de escutá-la, ou até mesmo pensar nisso. Queria derrubar essa porta, não ligava o quanto tempo iria durar, ou quais seriam as conseqüências depois, só queria estar junto dela; sentir seu calor mais uma vez, ouvir os barulhos do seu coração enquanto me sussurrava outras coisas.
Bati com força na porta, não com raiva, mas animado com aquela brincadeira de gato e rato.
- Abre, vai, não seja má comigo.
- Eu? Má?
- Sim! Você me chama de mau, mas é tão má quanto eu!... Cruela!
Ela sorriu, mesmo do outro lado eu pude escutar o barulho que ela fazia quando sorria. Na minha mente, a imagem de sua face repassava sem dar uma única trégua, aumentando cada vez mais minha vontade estar com ela.
- Não me chame de Cruela!
- Chamo! E vou continuar chamando, até você resolver abrir esta porta.
- Não irei abrir, se quiser entrar, vai ter que derrubá-la!
Dessa vez foi minha hora de sorrir. Por alguma razão, eu sabia que ela estava convicta no que dizia. Mas se era assim, eu iria derrubá-la! Derrubaria a casa inteira, o mundo inteiro, só para me aconchegar entre seus braços mais uma vez.
Passei os dedos pela porta, sentindo a madeira fria sob eles; ela parecia tão singela, que uma única investida a derrubaria, quebrando em mil pedaços. Porém, compreendia que estava enganado. Eu principalmente conseguia entender o quanto forte era aquela porta entre nós.
Mas lembrando da minha promessa, não importava o quanto fosse forte, eu iria continuar tentando.
Peguei um pequeno impulso, e me choquei contra a porta. Não havia conseguido nada, a não ser pequenos risos do outro lado dela.
- Abre, por favor.
Sussurrei, colocando minha mão mais uma vez sobre a porta. Sabia que estava parecendo um cachorrinho pidão, mas naquele momento, era exatamente o que era. Eu pedia por ela, mais que qualquer coisa.
- Nada de moleza Ed! – seu tom encorajador me deu vertigem suficiente para continuar – Porque eu não irei abrir.
- Pois se é assim, lá vou eu novamente.
Como da outra vez, dei mais alguns passos para trás, e me joguei contra a porta novamente. Mas antes que conseguisse tocá-la, ela abriu, fazendo com que eu passasse direto para dentro dela.
Caí no chão do banheiro, estava frio e molhado lá dentro, no entanto, não me importava com aquilo, e com mais nada.
Ela abriu um lindo sorriso enquanto laçava-me com seus braços, aninhando-se ao meu peito.
O calor do seu corpo era maravilhoso, seu cheiro era sem dúvida o melhor que eu já sentira. De perto, eu degustava cada cor daqueles olhos intensos, que me envolviam mais do que seus próprios braços.
- Desculpa, se machucou?
- Não mais do que o necessário. – nós sussurrávamos um para o outro, não com medo de que alguém pudesse-nos escutar, e sim porque esta era uma boa forma de aproveitar o todo momento – Eu disse que conseguiria entrar.
Seus dedos entrelaçaram em meus cabelos, e começaram a puxá-los de leve para trás.
- Você conseguiu entrar é? Ou eu que abri?
- A ordem dos fatores não altera no resultado do produto. Eu entrei.
Ela abriu ainda mais seu sorriso, inclinando sua cabeça o mais perto que podia da minha. Seus lábios ficaram a poucos – e ao mesmo tempo enormes – centímetros de distância dos meus.
- E por isso, eu tenho dois presentes para você. Duas recompensas.
Ela me beijou, ainda com as mãos presos em meus cabelos. Eu não queria parar nunca de fazer aquilo, no entanto ela me parou, puxando-me para trás. Tentei resistir, inclinando minha cabeça o máximo que podia, porém ela puxou mais forte ainda.
- Falta um.
Depois de sussurrar, ela pulou do meu colo, e começou a correr novamente para o corredor, e assim novamente, começamos nossa corrida. 




Nota; Foto foi dada pela Priscila  kkkk , valew de novo :P

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Complete

Completo.
Tudo o que é completo, é por si só, tão bom. A lua é mais linda quando está completa; o dinheiro é melhor gasto quando se é completo; o sentimento é muito mais aproveitado quando se é completo. Mas sabe de uma coisa? O incompleto também tem seus encantos, pois assim você luta para consegui-lo completar. Então lute, ame, sinta. Complete :D

                                                                                     -Somnium quo Leo :3-
                                                                                                                                             F.J. Júnior

terça-feira, 14 de setembro de 2010

The Violet Hour

   The violet hour.

Your lips are nettles
Your tongue is wine
You're left as liquid
But your body's pine
You love all sailors
But hate the beach
You say "Come touch me"
But you're always out of reach
In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour
Your arms are lovely
Yellow and rose
Your back's a meadow
Covered in snow
Your thighs are thistles
And hot-house grapes
You breathe your sweet breath
And have me wait
In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour
I turn the lights out
I clean the sheets
You change the station
Turn up the heat
And now you're sitting
Upon your chair
You've got me tangled up
Inside a beautiful black hair
In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour
In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour
In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour
In the dark you tell me of a flower
That only blooms in the violet hour



                                                                    Sea Wolf.



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Rotina X Destino

Nota: O conto que eu vou colocar, ela é um pouco antiga, tem uns dois anos que eu a fiz, mas agora, eu resgatei pra colocar aqui. Então é isso :D


Rotina x Destino

Minha vida andava muito monótona ultimamente. Minha rotina eu conseguia fazer até dormindo.
Entretanto, algo estava prestes a mudar, e não fazia a menor idéia de como.
Como todos os dias, minha mãe me acordava dez horas da manhã, eu ficava um pouco no computador e depois tomava banho, almoçava e ia para a escola.
Você já percebeu que sempre tem aqueles alunos chatos, que só vão pra aula pra bagunçar?! Bom, eu tenho um amigo que nem pro colégio vai.
“Cadê o Lucas?” Sempre perguntava isso quando chegava à sala de aula e, como sempre, a resposta era a mesma: ”Faltou!”. Sinceramente, eu nem sei mais porque que eu ainda perguntava.
Os preparativos para a maratona de história começaram, e eu tinha a difícil tarefa de encaixar o Lucas na equipe dos “CDF’s”, - assim que ele nos referia- e agora, conseqüentemente, ele seria um de “nós”.
Eu mexi uns pauzinhos ali e outros aqui, falei com um e com outro, até que finalmente eu consegui. A única coisa que havia de fazer era entregar suas falas, rezar para que decorasse a tempo, e avisar das reuniões do grupo, mas como faria isso? Ele nunca ia para a aula, entregar-lhe  seria a tarefa mais difícil, até mais que o seminário!
 Foi aí –entre minhas preocupações - que a idéia brotou na minha cabeça: ia  em sua casa mais tarde, assim que a aula acabasse, arrumaria meus livros, e iria até ele.
Sempre saio do colégio cinco e quarenta e costumo chegar em casa umas cinco e cinquenta, mas não naquele dia. Chegaria mais tarde, nada de rotineiro.
Eu saí em direção à casa do Lucas, excitado em quebrar minha rotina, não conseguia pensar em nada, só que, de repente, pensei em uma coisa: “Onde é a casa do Lucas?!”
Fiquei apavorado quando lembrei que não sabia onde ele morava. Eu só fui lá uma vez e sou muito ruim de memória, por isso não poderia lembrar o caminho para a casa dele. A idéia de voltar relampejou em minha mente, porém estava muito longe para simplesmente voltar, e para completar o ato, o céu já estava escurecendo, uma nuvem de chuva começava a se formar. Nisso, só consegui pensar em uma coisa.
- Pronto, agora ferrou!
Corri o máximo que pude, quase fui atropelado, mas tudo isso foi em vão. Logo começou a chover e me abriguei embaixo de uma árvore.
Chovia muito forte, eu estava embaixo de uma árvore e em frente a uma casa que nem sabia de quem era. Mas graças aos céus não demorou muito até que escutei um rangido estridente de portão abrindo. Só poderia ter escutado errado, pois quem saiu parecia mais um anjo.
 - Oi Gustavo!
Era a Isabella, que estudava na minha sala, eu tinha um “rolo” com ela, mas depois tudo acabou, e não demorou muito ela começou um namoro com um Zé doidinho que morava em sua rua.
“Não quer entrar?” ela perguntou. É lógico que eu queria entrar, mas tinha um pouco de orgulho. Houve um silêncio, até que ela fez outra pergunta.  
- Então estar aqui fora é  melhor do que entrar?
 A chuva forte não era o único motivo que me fazia querer entrar, então eu finalmente cedi.
Entrei e, chegando lá dentro, me sentei no sofá. Ela perguntou se eu estava com fome. Balancei a cabeça negativamente e Isabella sentou ao meu lado. Começamos a conversar coisas de sempre - Como é que você está?- Essas coisas. A chuva lá fora ainda não tinha parado, nós estávamos a sós, não tinha como não tocar no assunto.
-Porque você terminou comigo? - Perguntei meio que fazendo uma cara de cachorro quando quebra prato, mas meu tom de voz era irritado, percebia que franzia os lábios contra os dentes.
Ela ficou em silêncio e eu levantei com raiva, mas ela me pegou pelo braço. Olhei em seus olhos, estavam úmidos. Não acreditava que fosse falsa, então sentei ao lado dela e voltamos a conversar mais uma vez.
Ela começou a falar que não queria ter feito isso, que estava arrependida. Não tinha como aguentar, então a beijei. Peguei-a meio que de surpresa, mas ela não me mandou parar, então continuei a beijá-la.
 A chuva parou, entretanto não queria voltar para casa, fiquei ainda um pouco onde estava.
Olhei para o relógio e vi que já eram sete e meia. O tempo passara bem rápido, sem que nós sequer percebêssemos. Tinha que ir.
         Despedimos-nos e saí para a rua. Foi fácil encontrar o caminho de volta. Bem mais fácil que enfrentar minha mãe depois.
Quando cheguei, ela já estava me esperando no portão, furiosa. Chamou minha atenção, mas estava tudo bem! Eu tinha quebrado minha rotina e estava feliz com isso. E quer saber, estava pensando em colocar mais pessoas na minha equipe amanhã.

domingo, 12 de setembro de 2010

O pioneiro.

O Pioneiro

            Nunca pensei bem sobre o que eu encontraria naquele armário velho, que no tempo de minha mocidade me servia como refúgio. Ali eu guardava tudo com que os olhos alheios pudessem me julgar. Todos os meus sentimentos, os quais em uma boa parte do tempo estiveram  guardados em um único caderno, já velho e gasto pelo tempo.
            O Pioneiro era mais o que ele parecia. Todas as minhas aventuras – amorosas ou não – estavam guardadas ali, e a cada experiência importante eu escrevia um poema. Peguei-o com as mãos um pouco trêmulas devido a idade, e também alterado por uma antiga felicidade que agora inundara meu corpo completamente. Abri meu caderno na primeira folha, e vi uma data que me chamou atenção.
            17 de março de 1947. Eu sabia que poderia ter mal de Parkinson, mas não Alzheimer, me lembrava de cada detalhe daquele dia.
            Era o baile do colégio, ela estava lá, linda como sempre - meu coração bate mais forte até hoje quando me lembro dela.
            De todos os rapazes que a convidaram, nenhum ela havia aceitado, mas mesmo assim continuava lá. Descrente, nervoso e meio desajeitado, fui falar com ela. E depois de algum tempo de conversa  – eu não sabia ao certo quanto, o tempo passava muito rápido quando eu estava com ela – minha tensão sumira quase por completo, então a convidei para dançar. Foi uma grande surpresa ouvir um sim daqueles lindos lábios. Meu corpo tremia por dentro, mas tinha que me manter firme, e apesar de tudo, com uma manobra ousada e de sucesso, eu a beijei.
            Sabia que não podia fazer aquilo, pelo menos não enquanto estivéssemos nos domínios do colégio. Fui punido pela direção antes que terminasse o baile, mas não importava, eu tinha estado com ela, tive meu primeiro beijo, minha primeira aventura...
            O meu primeiro poema.
Aeew! ><
Apresentações rápidas.
Meu nome é F. J. Júnior, e eu vou colocar algumas coisas aqui - Pensamentos, contos, crônicas - tudo que tiver coragem de colocar :P
É meio esquisito, mas mesmo assim, eu vou tentar me dedicar a esse Blog.
Antes de postar tbm, queria agradecer a Priscila, não que eu goste dela, mas sem o apoio dela, eu acho q não teria coragem de colocar aqui :P -Q

Então, obrigado.
 =D
                                                            - Somnium quo Leo -
                                                                    Sonho de leão...