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sexta-feira, 12 de abril de 2013

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Hoje, permitirei-me sentir!
Darei sorrisos radiantes e risos eufóricos,
farei dos segundos, a eternidade
do tiquetaquear sem amanhã...

Não pagarei minhas contas,
Nem tirarei o lixo do quintal!
A cama desfeita, luz acesa,
com os lençóis espalhados no hall.

Porque o dia é nosso, meu bem, e tudo pode esperar.
As responsabilidade, e inclusive o penar!
Serão submissos em meio a sussurros
em peles quentes e afagos
de nossos corpos, nus, enfim enamorados.

Mas se fores amanhã, deixando-me
as janelas abertas, escancaradas
feito um gatuno vadio...
Será sem pestanejar que direi-lhe: Vá!
Já que o amanhã, vidas distintas
tem ele a nos reservar,
para quem sabe um dia
nossos corpos, o destino
volte a entrelaçar
na eternidade efêmera
do relógio a tiquetaquear!