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terça-feira, 4 de novembro de 2014

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Sabe o que mais me tortura? É o tempo.
Sim, o tempo. Precisamente aquele que se arrasta quando estou longe de ti.
Por que ainda estamos tão longe, enquanto os segundos insistem em se jogar desse precipício? Não se iluda meu amor, eles nunca mais voltarão. Pois tempo perdido é vida invivida, como uma peça do quebra-cabeça que se perde nessa vastidão inefável que é o destino.
Então, porque não estamos ― de uma vez por todas ― juntos?
Se é por medo do futuro, eu te digo: não precisa temer o mar, amor meu, eu estou junto de ti. Dê-me a sua mão, e juntos, descobriremos todos os mistérios que os mares guardam. Enfrentaremos todas as tempestades e intempéries que o tempo nos reservar; atracaremos por amor em todas as maravilhosas ilhas. Tudo o que precisamos fazer é navegar, e juntos, deveras. Pois não há mal que eu não possa aguentar, que não seja ficar longe de ti.
Então, por que não estamos juntos?
Se meu corpo clama pelo teu, por todas as tuas curvas, teus olhos amendoados e serenos, tua boca vermelha que tantas vezes beijei... Na verdade, meu corpo e minha alma clamam em comunhão por tua vida, que insiste em se manter longe da minha.

E por que... Por que ainda não estamos juntos, meu amor?